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Implantes de memória

 Por Marco Montarroyos Callegaro  (leia sobre o autor na coluna à direita)

Artigo publicado originalmente na revista Ciência & Vida Psique número 07 - Editora Escala. Publicado neste site com a gentil autorização do autor.

 

 Conhecimento e expectativas influenciam significativamente as lembranças, distorcendo o processo de codificação, armazenamento e recuperação de informações, criando recordações de fatos que nunca ocorreram.

Pesquisas recentes têm apontado que a lembrança que temos do passado não é uma reconstrução literal dos eventos, mas, sim, uma construção fortemente influenciada por expectativas e crenças do sujeito, e mesmo pela informação do presente. Este aspecto do funcionamento da memória acarreta um fenômeno intrigante chamado “implantes de memória” ou “falsas memórias”, ou seja, a recordação de um fato ou uma experiência que nunca ocorreu. O desconhecimento do aspecto construtivo da memória, pouco discutido no Brasil, gera importantes implicações técnicas e éticas para todos aqueles envolvidos com a recuperação de lembranças, em especial no tratamento de transtornos psicológicos ou na área jurídico-forense.

Os psicólogos cognitivos costumam dividir a memória em três operações básicas: codificação, armazenamento e recuperação. A codificação é a transformação de uma entrada (input) sensorial em uma representação na memória. O armazenamento refere-se à manutenção deste registro, e a recuperação é a operação que dá acesso à informação arquivada. Essas operações, aparentemente, ocorrem em seqüência, mas na verdade são processos interdependentes, pois se influenciam reciprocamente. A pesquisa científica deu os primeiros passos na direção de uma elucidação destes mecanismos na primeira metade do século XX com o trabalho de um dos fundadores da psicologia cognitiva, o psicólogo britânico Frederic Bartlett (1886-1969), que introduziu a noção de uma memória construtiva.

Um dos pioneiros na pesquisa da codificação e recuperação da memória, Bartlett reconheceu, ainda nos anos trinta(1), a necessidade de estudar como o conhecimento e as expectativas prévias afetam significativamente a memória, às vezes intensificando, distorcendo ou interferindo nos processos pelos quais codificamos, armazenamos e recuperamos as informações sobre nossas experiências de vida. Bartlett pediu aos sujeitos de um estudo para lerem, em inglês, a tradução de um mito indígena norte-americano, uma lenda estranha chamada A Guerra dos Fantasmas. Ele descobriu que os sujeitos recuperavam a lenda de acordo com seu aprendizado cultural e esquemas previamente existentes, distorcendo a evocação de forma que a história se tornou mais compreensível. Em outras palavras, eles moldavam a história de acordo com o contexto de experiências prévias, adulterando os trechos esquisitos para que fizessem sentido.

O trabalho de Bartlett e de outros pesquisadores que prosseguiram nesta linha de investigação revelou um aspecto importante da memória: o fato de que a recuperação de uma lembrança não é literal e fidedigna, como se fosse um filme. Na realidade, se parece mais com uma montagem editada, que é influenciada fortemente pelas experiências prévias do sujeito. As lembranças não são apenas fatos que recuperamos. Os aspectos originais das situações vivenciadas fazem parte das lembranças, mas também fazemos ajustes para tornar estas memórias coerentes com o modelo internalizado de expectativas sobre nós mesmos e sobre o mundo. Este processo de ajuste ocorre através da seleção do que lembramos, do que esquecemos e da adição de novas informações. A memória deixou de ser vista como apenas reconstrutiva (o armazenamento de informação sobre eventos ou fatos é depois reconstruído literalmente) e foi reconhecida como essencialmente construtiva (o armazenamento é afetado pelo conjunto de crenças preexistentes e mesmo por novas informações, construindo-se uma lembrança ajustada para ser coerente).

Para investigar o grau de precisão da memória, pesquisadores desta abordagem realizaram uma série de estudos baseados na metodologia bastante simples de pedir aos sujeitos para lerem histórias e depois recontá-las. A análise do material relembrado mostrou que as passagens eram mais curtas e coerentes, reordenando, reconstruindo e condensando as originais. Os sujeitos não se davam conta de que estavam editando os originais. O mais curioso é que, quando confrontados mais tarde com as duas versões, a original e a distorcida, demonstravam mais convicção na sua versão, que havia sido editada de modo a fazer sentido.

Não havia confabulação nem mentira, os sujeitos interpretavam a história. Nossa percepção e memória são antes um processo de transformação, interpretação e síntese das informações sensoriais do que um registro fiel do mundo externo. A recuperação ou lembrança da memória armazenada depende da capacidade de remontar - a partir das modalidades sensoriais específicas - a imagem da situação vivida e, neste processo, nosso cérebro lança mão de diversas estratégias cognitivas para gerar uma recordação coerente, como excluir elementos díspares, adicionar os que faltam, construir suposições implícitas e acreditar nelas, fazer inferências etc.

 MÉTODO

Para entender o caráter construtivo da memória, temos que compreender como nosso cérebro trabalha armazenando e relembrando a representação de objetos, eventos e pessoas. Nossa experiência consciente é de uma representação unificada - a imagem de nossa mãe em dada situação, por exemplo. Na verdade, em nenhum lugar de nosso cérebro existe algo como um filme de nossa mãe. O armazenamento de memórias não ocorre através de representações gerais; é subdividido em diversas categorias, e estas categorias ainda se subdividem de acordo com as modalidades sensoriais. Este processo fica claro através do estudo de lesões cerebrais, que podem produzir déficits específicos - lesões no lobo temporal esquerdo, por exemplo, podem impedir o sujeito de lembrar do nome de pessoas, sem causar problemas na recordação de objetos inanimados.

Um exemplo interessante de memória construtiva é a situação de “falsas memórias” relatada na autobiografia do pesquisador suíço Jean Piaget. O grande psicólogo lembrava vividamente de um incidente de infância, que sempre acreditou ser piamente verdadeiro, até descobrir que a história foi inventada por uma babá para enganar os seus pais. As descrições falsas foram repetidas tantas vezes que Piaget acreditava não só que o fato ocorrera, como também que o tinha presenciado, com detalhes minuciosos sobre sua interação com pessoas, ambiente, etc.

Na verdade, Piaget foi vítima de um autêntico “implante de memória”, neste caso, algo relativamente inofensivo. No entanto, os implantes de memória também podem causar dor e sofrimento e é por isso que este fenômeno deve ser mais conhecido, especialmente no âmbito clínico e jurídico.

 IMPLANTANDO FALSOS REGISTROS

Em 1992, um conselheiro de igreja no estado do Missouri, nos EUA, ajudou sua paciente Beth Rutherford, na época com 22 anos, a lembrar-se, durante a terapia, que seu pai, um clérigo, violentou-a regularmente entre a idade de sete e quatorze anos, e que sua mãe, às vezes, teria colaborado, segurando-a durante o estupro bárbaro(2). Lembrou-se também que seu pai a teria engravidado duas vezes, forçando-a a abortar sozinha, com uma agulha de tricô. Durante a psicoterapia, estas “memórias reprimidas” foram estimuladas a vir à tona, e os fatos inaceitáveis e doloridos foram conscientizados, com o estímulo do terapeuta. O pai de Beth abdicou do posto que ocupava quando as acusações tornaram-se públicas, e teve sua reputação e vida destruídas, passando a fechar-se em casa para não ser agredido ou linchado.

No entanto, exames médicos revelaram, com segurança absoluta, que ela simplesmente continuava virgem e que nunca tinha passado por nenhuma gravidez. Deste modo, ficou evidente que as memórias dos improváveis abusos foram involuntariamente implantadas durante a terapia. Em 1996, a família ganhou a ação movida contra o terapeuta e recebeu uma indenização de um milhão de dólares.

O caso desta moça é apenas um entre centenas de relatos semelhantes do que foi chamado de “síndrome da falsa memória”. A década de 1990 foi marcada, nos EUA, pela polêmica em torno das repercussões do grande número de depoimentos de lembranças de abuso sexual na infância, que em geral teriam sido cometidos pelos pais. A grande maioria era de mulheres da classe média que tinham iniciado psicoterapia e, durante o trabalho terapêutico, teriam sido auxiliadas a lembrar de eventos “reprimidos”. Os pais foram duramente acusados de abuso sexual e de negação de uma realidade difícil de aceitar, no entanto, quase sempre reagiam com indignação e repudiavam a versão das filhas, afirmando que tal coisa nunca tinha acontecido.

É plausível que alguns relatos de resgate de memórias de abuso sexual sejam verdadeiros, mas, mesmo assim, este fato dificilmente justificaria a dimensão epidêmica de queixas, acusações e processos que irromperam no início dos anos 90, atingindo o auge em 1992; o próprio caráter súbito da inundação de ocorrências tornou visível que muitas destas memórias resgatadas não eram precisas. Segundo apontaram pesquisas realizadas nos EUA exatamente neste período(3), o uso de técnicas sugestivas como hipnose ou imagens mentais assistidas era corrente, pois muitos terapeutas acreditavam que assim estariam estimulando a lembrança perdida de acontecimentos significativos da infância, que poderia estar reprimida. Desconhecendo os mecanismos de nossa memória construtiva, alguns terapeutas adeptos destas práticas estavam, involuntariamente, implantando falsas recordações naqueles pacientes mais sugestionáveis.

Como as pessoas atingidas pelas acusações tiveram suas vidas profissionais e pessoais destroçadas irremediavelmente, resolveram reagir e juntar forças criando, em 1992, uma organização dedicada ao estudo desta forma de distorção, a Fundação Síndrome da Falsa Memória. Os pais que dirigiam a entidade procuravam dar apoio às vítimas da síndrome, cujo número aumentava cada vez mais.

 A enxurrada de acusações foi rapidamente associada ao uso destas práticas por alguns terapeutas, e os psicólogos que estudavam a memória foram convocados a se manifestar em julgamentos, no meio acadêmico e nos meios de comunicação. A sociedade demandava respostas mais precisas sobre as questões emergentes – seria possível criar memórias sobre eventos pessoais nunca experimentados realmente? A pressão por respostas cientificamente consistentes impulsionou uma verdadeira corrida dos pesquisadores da área por dados elucidativos, e uma intensa polêmica que atravessou a década. Segundo relata o psicólogo Daniel Schacter (2003), no final da década de 1990, o número de casos despencou nos EUA, em função do conhecimento advindo das pesquisas realizadas e também pelos processos impetrados na justiça contra terapeutas.

A psicóloga cognitiva Elisabeth F. Loftus ocupou um lugar central nesta discussão, uma vez que vem estudando o assunto de forma pioneira desde os anos 70. Reconhecidamente uma especialista em certos aspectos da memória humana, já realizou com sua equipe cerca de 200 experimentos envolvendo mais de vinte mil sujeitos. Foi eleita presidente da American Psychological Society em 1998, e já publicou mais de 250 artigos científicos e 18 livros sobre o assunto, sendo regularmente chamada como especialista aos tribunais, uma vez que estudou a validade do depoimento de testemunhas oculares.

Seu trabalho ajudou a esclarecer uma série de crimes, apontando como a memória construtiva pode levar a um depoimento convicto, mas errôneo, de uma testemunha ocular. Existe uma série de distorções sistemáticas ou vieses de nossa memória construtiva que tornam potencialmente problemático condenar alguém somente com base neste tipo de evidência. Por exemplo, nos EUA, erros de identificação aumentam se os suspeitos em reconhecimento são de raça diferente da testemunha. Se a testemunha parece altamente confiante quando depõe, o júri tende a condenar o acusado, mesmo que o depoimento forneça poucos detalhes percebidos ou respostas contraditórias. Um interrogatório policial sugestivo pode implantar facilmente, embutidas nas perguntas, memórias falsas sobre as afirmações.

Um dos estudos(4) traz implicações dramáticas para a condução das investigações policiais, pois documentou experimentalmente que a simples apresentação de fotos de suspeitos aumenta a chance de um falso reconhecimento posterior. A nova informação (as fotos vistas na delegacia) mistura-se com o cenário original (a cena do crime) sob certas condições. Quando você abre um arquivo antigo em um computador e adiciona informações novas, ao fi m você pode salvá-las ou não. O cérebro salva na memória as novas informações muitas vezes automática e inconscientemente, o que já levou testemunhas convictas, mas equivocadas, a convencerem o júri a uma condenação. Mais tarde, a confissão de responsabilidade por parte de outro suspeito revela o engano, muitas vezes tarde demais.

LEMBRANÇAS REPRIMIDAS

Loftus pesquisou também o fenômeno das assim chamadas memórias reprimidas, demonstrando como podem ser implantadas na mente das pessoas sem que estas percebam, e fazendo com que acreditem estar lembrando de fatos que nunca experimentaram realmente. No entanto, é preciso deixar claro que o fato de existirem falsas memórias, que o sujeito supõe reprimidas, não invalida a possibilidade de existirem memórias verdadeiras que não são evocadas.

Na realidade, o fenômeno dos implantes de memória não acontece somente em situações extraordinárias; é uma experiência que faz parte do nosso cotidiano mental, não requer hipnose e nem sequer intenção deliberada. Ocorre muitas vezes em suspeitos pressionados por policiais em interrogatórios, em pacientes submetidos a técnicas psicoterápicas que estimulam o uso da imaginação e também em pessoas em situações que incentivam experiências esotéricas, como regressão às supostas “vidas passadas”. Sob certas condições, nossa memória construtiva absorve novas informações sensoriais, sugestões ou dados da imaginação, assimilando-os às memórias verdadeiras.

Loftus iniciou suas investigações estudando o efeito da desinformação, demonstrando que pessoas que testemunharam um evento têm freqüentemente suas memórias distorcidas quando expostas às novas e falsas informações sobre o fato. Seus sujeitos “lembraram” de ter visto vidros quebrados e filmadoras em cenas onde não havia nada disso, um carro azul em vez de um branco em uma cena de crime, e coisas como ter apertado a mão do coelho Pernalonga em uma visita à Disneylândia (Pernalonga não é um personagem Disney). Mas se implantar detalhes é fácil, seria possível implantar uma memória completa de uma experiência de infância?

Quanto mais distante no tempo, mais sujeita à distorção está a memória, o que deveria inspirar maior cautela e conhecimento das vicissitudes deste fenômeno por parte de psicanalistas e psicoterapeutas que trabalham com lembranças da infância de seus pacientes. Em um estudo(5), entrevistas com familiares garantiram que os sujeitos nunca haviam se perdido na infância, e então se tentou implantar a falsa memória que incluía os seguintes elementos: ficar perdido em uma grande loja de departamentos por um período prolongado, chorar abundantemente, ser socorrido e confortado por uma velhinha, e finalmente ser ajudado a reunir-se novamente com a família. Os participantes leram textos com quatro informações sobre um incidente de infância com a extensão de um parágrafo, sendo três verdadeiros e o outro contendo os elementos fictícios. Os fatos verdadeiros eram lembrados por 68% dos sujeitos, mas, espantosamente, cerca de 29% lembraram parcial ou completamente o evento fictício, mantendo sua confiança mesmo em duas entrevistas de seguimento realizadas depois.

Existiam algumas diferenças entre as verdadeiras e as falsas memórias; os sujeitos usavam mais palavras e tinham maior clareza quanto aos episódios reais. No entanto, simplesmente não é possível saber se a pessoa está relatando algo que realmente ocorreu ou uma falsa memória. Mesmo que um detector de mentiras futurista hipotético tenha precisão de 100%, nada revelaria, pois a pessoa não está mentindo – ela acredita que realmente vivenciou a experiência.

 CONDIÇÕES FAVORÁVEIS AOS IMPLANTES

Vivências emocionais completas e com um forte sentimento de ajuste pessoal têm maior probabilidade de ser criadas, seja em ambientes terapêuticos ou na vida cotidiana, quanto maior for a presença destas três condições externas: demandas sociais que incentivam as pessoas a lembrar de algo, encorajamento explícito para imaginar eventos e, também, estímulo para as pessoas não pensarem se suas construções são reais(6).

Emergem dessas investigações alertas importantes para todos aqueles que lidam com a memória humana, especialmente psicólogos e psiquiatras. Mesmo o mais experiente e qualificado clínico não tem muito a fazer para diferenciar um implante de uma memória verdadeira se não existirem dados que corroborem objetivamente as lembranças. Além disso, todo profissional de saúde mental precisa conhecer e limitar a poderosa influência exercida pelas situações onde a imaginação é usada como instrumento para relembrar o passado. A memória depende não só dos registros armazenados, mas também das expectativas sobre as recordações e informações atuais, e técnicas sugestivas podem facilmente induzir implantes de falsas recordações.

NOTAS
(1)
MAZZONI & LOFTUS, 1998
(2)
LOFTUS, 1997
(3)
POOLE & Cols, 1995
(4) LOFTUS & KETCHAN, 1994
(5)
LOFTUS & PICKRELL, 1995
(6)
LOFTUS, FELDMAN & DASHIELL, 1995; LOFTUS, 1997

 BIBLIOGRAFIA

BARTLETT, F. C. Remembering. Cambridge, England: Cambridge University Press, 1932.
HYMAN, I. E; BILLINGS, F. J. Individual differences and the creation of false childhood memories. Memory 1998, 6, p. 1-20.
HYMAN, I. E; PENTLAND, J. The role of mental imagery in the creation of false childhood memories. Journal of Memory and Language 1996. 35, p. 101-117.
HYMAN, I. E; HUSBAND, T. H; BILLINGS, F. J. False memories of childhood experiences. Applied Cognitive Psychology, 1995. 9, p.181-197.
KASSIN, S; KIECHEL, K. L. The social psychology of false confessions: Compliance, internalization, and confabulation. Psychological Science, 1996. 7, p. 125-128.
KASSIN, S. The psychology of confession evidence. American Psychologist, 1997. 52, p. 221-233.
LOFTUS, E. F; KETCHAM, K. The myth of repressed memory: False memories and allegations of sexual abuse. New York: St. Martin’s Press, 1994.
LOFTUS, E. F; PICKRELL, J. E. The formation of false memories. Psychiatric Annals, 1995. 25, p. 720-725.
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LOFTUS, E. F. Creating False Memories. Scientific American, Set. 1997. p. 50-55.
LOFTUS, E. F; FELDMAN, J; DASHIELL, R. The reality of illusory memories. In: D. L. Schacter (Ed.) Memory distortion: How minds, brains and societies reconstruct the past. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1995. p. 47-68.
MAZZONI, G. A; LOFTUS, E. F. Dream interpretation can change beliefs about the past. Psychotherapy 1998. 35, p. 177-87.
POOLE, D. A; LINDSAY, S. D; MEMON, A; BULL, R. Psychotherapy and the recovery of memories of childhood sexual abuse: U.S. and British practitioners’ opinions, practices, and experiences. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 1995. 63, p. 426-487.
RUBIN, D.C. Remembering our past: Studies in Autobiographical Memory.
Cambridge: Cambridge University Press, 1996.
SCHACTER, D. L. Os sete pecados da memória. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.

 

 

 

Informações adicionais:


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Leia também o artigo OPUs: Seqüestrados por ETs?

 


Marco Montarroyos Callegaro
é psicólogo, mestre em Neurociências e Comportamento, psicoterapeuta cognitivocomportamental e diretor do Instituto Catarinense de Terapia Cognitiva – ICTC. Professor pesquisador do curso de Psicologia do CESUSC. Integrante do conselho editorial do periódico científico Neurociências. Presidente Fundador da Associação de Terapias Cognitivas de Santa Catarina (ATC/SC). Membro da Sociedade Brasileira de Terapia Cognitiva - SBTC. E-mail: marco@ictc.com.br